sábado, 11 de abril de 2009

Kailôs Kai Agathôs

A civilização Grega foi uma das principais civilizações da antiguidade. É também uma das que mais influenciaram nossa civilização ocidental. O mais impressionante aquele povo existiu há mais de 2000 anos!

Um aspecto desagradável, e que persiste nos tempos atuais, mesmo que em menor intensidade, é o desprezo pela mulher que, na época, era uma mera parideira. Hoje, mesmo conquistando a cada dia mais espaço, ainda há resquícios de pouco caso com mulheres.

No teatro, os gregos já sabiam antes mesmo dos criadores do país das novelas o que dava audiência: a identificação do público com o roteiro. Havia também o gosto pelas prostitutas, apesar que naquela época elas eram cultas, diferentemente da maioria das garotas de programa no Brasil. O gosto pelo vinho, a democracia, enfim, dá pra enjoar só falando das semelhanças.

Mas tem algo que é intrigante: o hedonismo grego. Essa expressão trata-se do culto ao corpo. Tenho certeza que você já viu aquelas esculturas gregas com homens sarados, que é exatamente o que muitos homens de hoje querem. Sabia que havia até academias? Era necessário manter o corpo e a mente (sabedoria) em dia: o ideal kalôs kai agathôs. Tá certo que os homens de hoje se esqueceram da parte da sabedoria. Mas ainda querem ser bombados. Enfim, os gregos serviram como molde para muitos aspectos da nossa sociedade.

Bom, a China, um país oriental, vem aí para ser a próxima potência. Vamos ver até quando os ideais gregos vão permanecer.


Uma observação relevante:
Eu acho melhor você não desprezar seu gordinho ou magrelinho. Os homens gregos iam para as academias para paquerar homens!

Até a próxima!

domingo, 5 de abril de 2009

Prelúdio

"Escrevo-te toda inteira e sinto um sabor em ser e o sabor-a-ti é abstrato como o instante. É também com o corpo todo que pinto os meus quadros e na tela fixo o incorpóreo, eu corpo-a-corpo comigo mesma. Não se compreende música: ouve-se. Ouve-me então com teu corpo inteiro. Quando vieres a me ler, perguntarás por que não me restrinjo à pintura e às minhas exposições, já que escrevo tosco e sem ordem. É que agora sinto necessidade de palavras - e é novo pra mim porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é minha quarta dimensão."

Trecho do livro "Água Viva", de Clarice Lispector.

Você entendeu esse texto? Por favor, se não entendeu, leia novamente!

Bom, a primeira vez que o li não entendi nada. Mas leitura, principalmente dos escritores mitológicos, é assim... bem rebuscada mesmo. Sabe que por um momento eu achava que era exagero demais, ou charme demais, sei lá. Mas mudei de ideia quando li esse texto integralmente. O texto é subjetivo (pra não pensarem que aspiro ser mitológica, quer dizer que o autor coloca muito de si no seu texto). E é complicado mesmo descobrir a SUBJETIVIDADE do autor. Mas essa que é a graça da leitura: trazer a subjetividade do autor para a subjetividade do leitor. Por isso, a leitura também é um exercício de descobrir nas palavras do emissor (escrita ou falada) o que ele realmente quer dizer.


Bom, eu vou escrever aqui, mas espero que eu não seja tão rebuscada ao ponto de fazer as pessoas odiarem leitura. O que vou fazer é deixar a minha leitura das coisas pra você traduzir.

Bom trabalho e mãos à obra!